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InocenteHá escolas que são gaiolas e há es colas que são asas. Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado.
Só pode ser encorajado. Embaraçado

"Rubem mAlves"

seu futuro começa aqui!

 

 

 

 


PÓLOS DE ATUAÇÃO DO CEEL

BAIÃO-PA

BARCARENA-PA

CAMETÁ-PA

VILA DE CARAPAJÓ/CAMETÁ-PA

CONCÓRDIA DO PARÁ-PA

IPIXUNA-PA

JACUNDÁ-PA

MOCAJUBA-PA

MOJU-PA

OEIRAS DO PARÁ-PA

DISTRITO DE PALMARES/TAILÂNDIA-PA

QUATROBOCAS/TOMÉ-AÇÚ-PA

FORQUILHA-TOMÉ-AÇÚ-PA

TOMÉ-AÇÚ-PA

TAILÂNDIA-PA

ULIANÓPOLIS-PA

SÃO FELIX DO XINGÚ-PA

SÃO SEBASTIÃO DA BOA VISTA-PA

TUCUMÃ-PA

 

 _________________________

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livaldoamaral@gmail.com

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CONHEÇA! HISTÓRIA DE TAILÂNDIA
CONHEÇA! HISTÓRIA DE TAILÂNDIA

1.    ASPECTOS HISTÓRICOS E CULTURAIS

1.1 HISTÓRICO

As origens do município de Tailândia estão relacionadas ao trabalho do tenente Pinheiro, funcionário do Instituto de Terras do Pará (ITERPA), na organização e assentamento de posseiros, em terras do atual município. As terras estavam localizadas em território que, originalmente, pertenciam ao município de Acará, embora, nos registros mais antigos desse Município não existam referencias concretas sobre os assentamentos dos posseiros e/ou a existência de algum povoado com dita denominação.

A Rodovia PA 150, construída na segunda metade da década de 70, cujo trecho cortou o Estado do Pará no sentido norte-sul, abrangendo a região onde se localiza o município de Tailândia, contribuiu para fomentar os conflitos entre fazendeiros, grileiros e posseiros, que acompanhavam a abertura da estrada e iam se estabelecendo nas terras marginais.

Como área reconhecida de intenso conflito pela posse da terra, o governo do Estado do Pará, atendendo, ao apelo dos moradores locais determinou ao Instituto de Terras do Pará (ITERPA), sua intervenção como mediador entre as partes envolvidas. Assim sendo, em 03 de junho de 1978, os primeiros técnicos chegaram ao local, entre os quais um oficial da Policia Militar, o tenente Pinheiro, que coordenou todo projeto denominado Assentamento Dirigido de “Tailândia”. Com o desenvolvimento do projeto, as comunidades dos núcleos organizados começam a crescer, sentindo, desta forma, necessidade de lutar pela emancipação político-administrativa, pois acreditavam que só assim teriam mais condições progredindo.

O nome dado ao município adveio de uma das reuniões pró-emancipação, realizada em julho de 1978, quando, no calor das muitas discussões, o tenente Pinheiro buscou comparação do lugar com o longínquo país do continente asiático, a Tailândia – onde, no mesmo período de 1977, vivia-se numa situação de guerra – e sugeriu que fosse dado esse nome à localidade, cuja indicação foi aprovada por todos. Na mesma ocasião, dia 04 de outubro, os moradores do local encomendaram a pacificação da área a São Francisco de Assis, cuja festa acontecia naquela data. A partir daí, São Francisco de Assis ficou conhecido como santo padroeiro de Tailândia.

Em 1988, durante o governo do Dr. Helio Mota Gueiros, através de um conjunto de Leis de 10 de maio, o Estado do Pará teve sua divisão territorial alterada, com a criação de 18 novos municípios, entre os quais Tailândia. Mediante a promulgação da Lei nº 5.452, estatuída pela Assembléia Legislativa do Estado, Tailândia foi reconhecido como município adquirindo sua emancipação política, administrativa e territorial.

Seu primeiro prefeito municipal, eleito em 1988, foi Francisco Nazareno Gonçalves de Souza. O município de Tailândia-PA tem como prefeito municipal atualmente o Sr. Gilberto Miguel Sufredini, empresário local que tem seu mandato do período de 2009 a 2012.

 

1.2  CULTURAL

A manifestação cultural mais importante de Tailândia é a festa em homenagem ao padroeiro, São Francisco de Assis, realizada no período de 04 a 10 de (setembro) outubro na sede do município. Durante as comemorações há a realização de missa e arraial.

Entre as manifestações da cultura popular do local destacam-se a Feira de Arte e Cultura, a Festa de Produtos Locais e as festas juninas.

Durante o ano, muitos eventos são programados com a finalidade de estimular o aparecimento de grupos folclóricos.

 

1.3 CARACTERÍSTICAS DO MUNICÍPIO

1.3.1  LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

TAILÂNDIA é um município do estado do Pará, localizado a uma latitude              -02º56`22” sul e a uma longitude - 48º57`03” oeste, estando a uma altitude de 49 metros. Situada na Mesorregião do Nordeste Paraense e Mais propriamente da Microrregião de Tomé-áçu. Faz fronteira com os municípios de Acará, Tomé Açu, Ipixuna do Pará e Mojú. Compõe a 13ª. REGIÃO FISCAL juntamente com os Municípios de Tucuruí, Tomé Açu, Tailândia, Goianésia, Breu Branco e Novo Repartimento.

 

 

Município de Tailândia

 

 1.3.2 ÁREA TERRITORIAL  

 

Tailândia é um município do estado do Pará, Que possuí uma área territorial de: 4.430,19 km2

1.3.3 CLIMA

Município encontra-se na faixa equatorial, apresentando o clima do tipo Afi, na classificação de KOPPEN, correspondente ao tropical úmido, com temperatura mensal superior a 18° C, chuvas nas duas estações, precipitação sempre acima de 60 mm, em relação às aferições mensais; apresenta precipitação anual compreendida entre 1800 e 2300 mm anuais e amplitude térmica anual em torno de 5° C. Alguns valores aferidos sobre a temperatura indicaram 31,4° C, para o mês mais quente, mínima de 22,4° C, ventos com direção predominante nordeste e velocidade bastante moderada. (Diagnóstico..., 2003). Hoje existe estação agrometereológica em Tailândia (código do INPE 31947).

 

1.3.4  RELEVO

A geologia e relevo do Município de Tailândia possuem áreas planas, suavemente onduladas e onduladas as margens da bacia hidrográfica do rio acara, no entanto o município não apresenta variação altimétricas expressivas sendo que suas cotas se encontram em torno de 35 metros, com máximas de 96 metros, ao sul. Na sede a cota é 49 metros. 

 

1.3.5  SOLOS

Os solos do Município de Tailândia, em sua extensão são predominantemente do tipo latossolos amarelo, textura argilosa, arenosa e média e também solos do tipo concessionário laterítico, além de areias quartzosas e solos aluviais.

           

1.3.6 - VEGETAÇÃO E FAUNA

A vegetação é representada pela floresta equatorial lati foliada de terra firme, apresentando como subtipo a floresta densa dos baixos platôs. Já nas áreas próximas a margem do Rio Acará, localiza-se a mata de várzea que ocupa os terrenos mais baixos, sujeitos a inundação. O assédio dos agricultores, pecuaristas, madeireiros e carvoeiros sobre a floresta primitiva por meio da remoção da cobertura vegetal para implantação de lavouras, pastagens, comercio de madeira e carvão vem ocasionando um processo do surgimento de florestas secundárias. A fauna já está bastante reduzida mais ainda encontra-se, veados, antas, tatus, pacas, cutias, macacos, capivaras, caititu e onça pintada dentre outros.

 

1.3.7 COBERTURA FLORESTAL

Através da análise da imagem de satélite LANDSAT 5/TM, verificou-se que as áreas antropizadas somam 224.377,483 ha. Dentre as atividades antrópicas que ocorrem em Tailândia, as que mais alteram o meio físico é a exploração predatória de madeira, queimada e derrubada da floresta para a prática agropecuária.

A Tabela 1 mostra os dados quantitativos de cada classe e a Figura 2 representa o mapa do uso e ocupação do solo no município de Tailândia. Segundo o Governo do Estado do Pará (2007), o assédio dos agricultores e pecuaristas sobre as florestas primitivas, através da remoção da cobertura vegetal para a implantação de lavouras e pastagens, vem ocasionando um acelerado surgimento de florestas secundárias.

Tabela 1 – Dados quantitativos, em hectares (ha), para cada classe.

Classes

Área (ha)

% (aprox.)

Floresta

215568,781

48,66

Vegetação secundária

98394,727

22,3

Área urbana

753,193

0,17

Solo exposto

102462,401

23,12

Agricultura

22767,162

5,1

Nuvem e Sombra de nuvem

2802,961

0,63

 

 

 

Figura 2: Mapa do uso e cobertura do solo no município de Tailândia.

Este fato relatado pelo Governo do Estado explica a extensa área de vegetação secundária ocupada no município que foi de 98.394,727 ha. Outro fato que foi observado foi que a maior parte de área desmatada encontra-se próximo a estradas e rodovias, que, possivelmente, está relacionado à facilidade de acesso a estes ambientes, principalmente na rodovia estadual PA-150.

De acordo com a Lei nº. 11.284, de 2 de março de 2006, que dispõe sobre a gestão de florestas públicas para a produção sustentável, Artigo 3º, inciso VI, manejo florestal sustentável é “administração da floresta para a obtenção de benefícios econômicos, sociais e ambientais, respeitando-se os mecanismos de sustentação do ecossistema”. Ou seja, o manejo florestal tende a minimizar os impactos a floresta para que esta continue desempenhando suas funções ecológicas.

Foi possível identificar, também, o modo convencional de exploração de madeira. Este tipo de exploração é a que mais causa impacto, pois é altamente destrutiva, já que é realizada sem nenhum planejamento.

Identificou-se que diversas áreas de floresta estão sendo exploradas com o manejo florestal.

Dentre os impactos provocados pelo desmatamento, Fearnside (2005) destaca a perda da produtividade, devido à erosão e a compactação do solo e a exaustão dos nutrientes, mudança no regime hidrológico, perda da biodiversidade e emissões de gases de efeito estufa causado pelas constantes queimadas.

 

1.3.8  RECURSOS HÍDRICOS

No Município, destaca-se o Rio Acará que nasce no município correndo no sentido sul-norte. Pela margem direita, recebem o Rio Urucuri que faz limite parcial ao norte com o Município do Acará e os igarapés Anajateua, Ipiranga, Ipiranguinha e Papurá. Seus principais afluentes são Rio Aui-Açú e o Igarapé Turi-Açú, que pela margem esquerda fazem limites parciais a noroeste, com Moju.

 

1.3.9 PASSIVO AMBIENTAL

Padrões insustentáveis de exploração tais como a extração de madeira de forma não sustentada para a indústria madeireira e o carvoejamento além dos desmatamentos para implantação da agricultura de subsistência e pecuária, estão causando a degradação dos solos, assoreamento dos rios e igarapés, poluição do ar, solo, água e a perda da biodiversidade. Algumas serrarias estão implantadas às margens de igarapés e os resíduos da madeira são jogados no leito dos mesmos, causando a contaminação das águas, assoreamentos, morte de peixes e outros meios de vida e ainda o lixão a céu aberto que pode trazer contaminações do lençol freático e demais cursos d'águas. ex: cabeceiras do Rio Anoera.  A produção de carvão expele grande quantidade de fumaça, causando a poluição do ar, pois grande parte das carvoarias está localizada as margens da rodovia e no entorno da sede do município onde ainda encontram o pólo industrial madeireiro, moveleiro e de fabricação de esquadrias; no entanto após a operação arco de fogo em fevereiro de 2008 nota-se uma redução significativa na atividade de exploração madeireira não sustentáveis e Pela grande quantidade de área já desflorestada é pequena a quantidade de animais silvestre ainda existente.

O manejo das áreas produtivas não se enquadra nas observâncias das normas ambientais e dos procedimentos e estudos técnicos, considerando que a prática do desmatamento ainda e pratica corriqueira junto a agricultores familiares e pecuaristas no município, no entanto foi reduzida drasticamente face a operação ARCO DE FOGO e constantes fiscalizações e repressão dos órgãos competentes. O reconhecimento do passivo ambiental é de fundamental importância para a manutenção de áreas com cobertura vegetal.

 

1.3.10 - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

Índice de Desenvolvimento Humano – IDH – 1970/1980/1991/2000

IDH

Anos

1970

1980

1991

2000

IDH – M

-

-

0,562

0,697

IDH – M Longevidade

-

-

0,526

0,763

IDH – M Educação

-

-

0,502

0,713

IDH – M Renda

-

-

0,658

0,615

Fonte: PNUD/IPEA/FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO

 

1.3.11 PRODUTO INTERNO BRUTO MUNICIPAL

Composição do Produto Interno Bruto a Preço de Mercado Corrente 2002-2007         (R$ Mil) 

Ano

Valor Adicionado bruto a preço básico corrente

Impostos sobre produtos, líquidos de subsídios

Produto Interno bruto a preço de mercado corrente

2002

149.975

26.410

176.385

2003

174.578

27.047

201.626

2004

216.803

31.918

248.721

2005

229.262

36.974

266.236

2006

233.460

23.915

257.375

2007

258.880

27.523

286.404

Fonte: IBGE – SEPOF / DIEPI / GERES

Valor Adicionado Bruto a Preço Básico Corrente por Setor 2002-2007                            (R$ Mil)

Ano

Agropecuário

Indústria

Serviços

V.A

2002

35.422

48.988

65.564

149.975

2003

35.033

58.065

81.480

174.578

2004

21.093

93.002

102.707

216.803

2005

25.361

90.951

112.950

229.262

2006

26.965

112.950

123.717

233.460

2007

30.753

81.058

147.070

258.880

Fonte: IBGE – SEPOF / DIEPI / GERES

Produto Interno Bruto Per Capita a Preço de Mercado Corrente - 2002-2007

Ano

PIB

PIB PERCAPITA

Valor (R$ Mil)

Participação

Ranking no Estado

Valor (R$)

Ranking no Estado

2002

176.385

0,69

19

3.974

22

2003

201.626

0,68

19

4.315

27

2004

248.721

0,70

19

5.034

23

2005

266.236

0,68

19

5.178

23

2006

257.375

0,58

23

4.788

32

2007

286.403

0,58

23

4.455

47

             

Fonte: IBGE – SEPOF / DIEPI / GERES

 1.3.12  ASPECTOS ECONÔMICOS

A base da economia do município de Tailândia está alicerçada no extrativismo madeireiro e na produção agropecuária com destaque para as culturas do Dendê, mandioca, Caju, grãos e pecuária de corte e leite.  Por outro lado, a instalação de agroindústrias de despolpamento de frutas, beneficiamento castanha de Caju e farinha de mandioca, aliado a existência de um laticínio municipal tem papel fundamental na verticalização da produção. No entanto o extrativismo madeireiro e derivado ainda é bastante expressivo.

 

1.3.13  ASPECTOS SÓCIO-CULTURAIS

Com a abertura da PA-150 e a construção da Hidrelétrica de Tucuruí, inicia-se uma corrida pela posse da terra tão sonhada por alguns agricultores que migraram de toda parte do Estado do Pará, bem como de outros estados do País, localizando-se ao longo da Rodovia e formando os vilarejos que mais tarde se tornariam cidades como: Tailândia, Goianésia e Jacundá. A escolha dessa área pelo PRRA (Programa regional de Reforma Agrária) foi por ser considerada como padrão de colonização pelo Estado, planejada e coordenada pelo ITERPA e tendo a sua origem no 2º semestre do ano de 1977. Porém, a ocupação desordenada começou a gerar conflitos no povoado que hoje se chama Tailândia. Depois de vários conflitos o então Governador Dr. Aloísio Chaves, determinou que o ITERPA enviasse uma equipe para tentar por fim aos conflitos, quando então foi destacada sob a coordenação do Tenente Pinheiro, que quando do seu retorno à Belém com as informações necessárias puderam então elaborar o PAD (Projeto de Assentamento de Tailândia ). Também em 1977/1978 foi concluída a criação da Colônia Aui-Açú (com cerca de 800 pessoas), iniciada pela SAGRI e a Colônia Japonesa de Tomé-Açu com o principal objetivo de abrigar plantios de Pimenta-do-reino como forma de tentar fugir da Fusariose, que já assolava o Município de Tomé-Açu (Criada pelo Decreto-Lei Estadual Nº. 24.18, de 12 de janeiro de 1980).

Em junho de 1978 chega então uma equipe para executar as demarcações das áreas sendo comandada pelo Eng.º Agr.º Valter Isse Polaro. Portanto, o projeto de Assentamento de Tailândia, teve as características semelhantes aos demais projetos de colonização conduzidos na região amazônica, congregando pessoas advindas de outros estados como: Maranhão, Piauí, Espírito Santo, Ceará, Alagoas, Minas Gerais, São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, etc., e do próprio Pará. Atualmente objetivando o reordenamento fundiário, bem como o georreferenciamento no município de Tailândia uma nova dinâmica de trabalho esta sendo implementada pelo estado efetivado pelo ITERPA e sob a coordenação do mesmo culminando com a criação de três projetos de assentamentos estaduais em fase de estruturação.

 

2.    EDUCAÇÃO AMBIENTAL

A educação ambiental tem como intuito orientar a população através de diversos mecanismos educacionais, capacitar e formar multiplicadores, agentes ambientais que tem como função levar a informação sobre as questões ambientais;

Objetivo: Procurar através de cursos, palestras e seminários despertar o interesse da população pelo meio ambiente, estimulando o desenvolvimento da formação de multiplicadores e de cidadãos Tailândense com consciência ambiental. Formando pessoas em vários segmentos do meio ambiente como agentes ambientais, analistas ambientais, identificadores botânicos, técnicos sanitaristas, etc.

 

Operações a realizar:      

  • Curso preparatório para formação na área de meio ambiente, tais como: Técnico-ambiental, florestal e sanitarista;
  • Realização de palestras de educação ambiental nas escolas, associações e comunidades;
  • Criação de cursos, introdução no currículo escolar da matéria “o meio ambiente: impactos e soluções”.

 

 

3.       EDUCAÇÃO AMBIENTAL X AGRICULTURA SUSTENTÁVEL

Os processos de mudanças inevitáveis existentes no mundo rural tende a direcionar novas práticas educativas, técnicas e agrícolas. Este processo de transição rural e ambiental tanto almejada por diversos seguimentos da sociedade vem trazendo várias vertentes ou modelos de produção sustentável, que priorizam a preservação dos recursos naturais.

Práticas inovadoras com idéias consolidadas em valores ambientais são crescentes, tais como produção agroecologica, produção orgânica, fitoterapia, valorização da paisagem sócioambiental do campo, turismo rural ou ecoturismo. Estes ideários são explorados diariamente por vários seguimentos dos meios de comunicação, de grande aceitação da sociedade, disseminando uma ampla expectativa nos produtores rurais e consumidores, tendo como pré-requisito a busca incessante pela melhoria na qualidade de vida e desenvolvimento social embasados na sustentabilidade ambiental.

Perante os atuais conceitos impreguinados, fundamentados na sociedade e de tão valoroso propósito, a uma crescente necessidade de atualização da educação e construção de novos modelos de escolas direcionadas a estas demandas.

Educar é uma tarefa de dedicação que envolve criação de planos de ação considerando conceitos, teorias, reflexões e o bom sendo, incluindo também o repensar dos currículos escolares.

A sociedade em geral seria beneficiada com concepção de escolas no meio rural, embasadas na educação ambiental que propagem estes conceitos de agroecologia, produção sustentável, preservação e conservação dos recursos naturais, onde os futuros atores da sociedade, (alunos) recebam educação voltada valores ambientais e que tenderia a compreender os ecossistemas naturais e sua preservação. A uma necessidade de modernização do ensino para alunos do meio rural, pois, vivenciam “Meio Ambiente”, recursos naturais, onde os mesmos tenham um entendimento claro do ciclo natural dos seres vivos. E que suas ações, (ações antropicas) refletem diretamente no ecossistema local.

Uma vez identificada a entrada da EA como parte do processo de transição ambiental e suas interfaces com diferentes campos de extensão rural, cabe abrir um debate sobre as modalidades desta prática educativa, suas orientações pedagógicas e suas conseqüências como mediação apropriada para o projeto de mudança social e ambiental no qual esta vem sendo acionada. (Carvalho I. C.M, 2001, pag. 44).

A implantação de projetos que dentre seus objetivos favoreçam a atualização e redirecionamento para educação voltada a concepção ambiental em comunidades rurais, sejam estas nas suas varias diversificações, tais como escolas técnicas agrícolas, escolas de ensino infantil, fundamental ou médio, originará nos alunos o senso critico sobre as demandas ambiental pertinentes a cada região, uma visão científica que adicionada ao conhecimento empírico adquiridas e vivenciados in loco, podem forma cidadãos conscientes capacitados a solucionar no futuro dificuldades ambientais com mais fundamento que a sociedade atual.

O objetivo consiste na inclusão definitiva e concreta da educação Ambiental em escolas rurais. Onde sejam desenvolvidos conteúdos que levem ao conhecimento dos alunos as questões ambientais e sincronicamente a comunidade rural em geral, tais como: conhecimentos sobre o ecossistema local, espécies de fauna e flora endêmicos, métodos de preservação dos recursos naturais, novas técnicas de produção sustentável, importância do licenciamento da Atividade Rural.

 

4.      COMPROMISSO DE PLANTIO DE 50 MILHÕES DE ÁRVORES

O Termo de compromisso de plantio de 50 milhões de árvores com o Governo do Estado está dentro do programa “Um Bilhão de Árvores para Amazônia”, com estimativa de dar por concluído até o ano de 2013.

Objetivo: Reflorestar áreas antropizadas do município, priorizando áreas de preservação permanente e reserva legal.

 

Operações a realizar:

  • Construção de um viveiro principal com capacidade de produzir cinco milhões de mudas por ano, com finalidade de fornecer mudas para os pequenos e médios produtores;
  • Construção de viveiros nas comunidades, vilarejos mais distantes, visando produção de suas próprias mudas, devidamente assessorados pelos técnicos da SECTMA;  
  • Criar parcerias com empresas siderúrgicas interessadas visando à cooperação com fornecimento de mudas para serem plantadas no município;
  • Trabalho de conscientização junto à população da importância e da necessidade do reflorestamento para o futuro do município;
  • Fazer o acompanhamento das áreas reflorestadas, e o reflorestamento do município, recuperando a área de reserva legal do município.

 

5.      REFLORESTAMENTO

O município de Tailândia-Pa está localizado a 300 km do pólo siderúrgico de Marabá, característica que condiciona o desenvolvimento de atividades que subsidiem o setor de produção de ferro gusa, dentre estas atividades surgem no município o reflorestamento e a produção de carvão vegetal. Durante o crescimento deste município estas atividades se desenvolveram na informalidade, tornando-as passivas de fiscalizações, interdições, dentre outros mecanismos da gestão ambiental. Portanto, com a estabilidade do setor siderúrgico, consolida-se para o município de Tailândia o reflorestamento e a produção de carvão vegetal, como alternativas para geração de emprego e renda, sendo que estes sejam desenvolvidos dentro de bases legais e fundamentado na sustentabilidade ambiental.

No município a SECTMA – Secretaria Municipal de Ciências, Tecnologia e Meio Ambiente, de acordo com a Habilitação 01/2010 e Lei Estadual n0 7389 de 01/04/2010 está promovendo o licenciamento ambiental das citadas atividades: Reflorestamento em áreas até 1000 ha e produção de carvão vegetal 490 m3/mês, intensificando a formalização destes setores.

A prática do reflorestamento é comum no município, sendo implantado por alguns pioneiros como Sr. Gilberto Miguel Sufredini, Sr Altamiro Rodrigues de Oliveira e Reflorestadora Tigre, ART.- Associação dos Reflorestadores de Tailândia, com visão privilegiada de futuro para o setor madeireiro estes produtores iniciaram seus reflorestamentos utilizando espécies exóticas e endêmicas, como objetivo de recuperar áreas de preservação permanente, reserva legal e dentro das áreas de uso alternativo do solo de suas propriedades intensificaram o plantio de árvores para fins comerciais.

Dentro das espécies endêmicas é de grande ocorrência nestes reflorestamentos o plantio do Paricá (Parkia paraensis Ducke), utilizado na produção de laminados, mogno (Swietenia macrophylla king), ipê amarelo (Tabebuia serratifolia (Vahl) Nichols), dentre as exóticas, são correlacionadas o, ipê rosa (Tabebuia roseo-alba), acácia (acácia mangium), eucalipto (Eucalyptus grandis Hill ex Maiden).

O Reflorestamento com espécies exóticas e endêmicas no município de Tailândia constitui a alternativa que alavancaria vários setores como o moveleiro, indústria madeireira, produção de carvão vegetal com destinação as siderúrgicas e promoveria desenvolvimento das pequenas e medias propriedades, gerando renda ao produtor, aquecendo a economia local.

Objetivo: Recuperar áreas antropizadas no município de Tailândia-PA, reconstituir ecossistemas, áreas de preservação permanente e reserva legal, através do plantio de espécies endêmicas e exóticas fomentar a agricultura familiar e promover aumento de emprego e renda no campo.

Operações a realizar:

- Capacitação técnica: capacitar técnicos e agentes da comunidade local.

- Escolha de áreas prioritárias: Devem ser priorizadas áreas de preservação permanente, promovendo a proteção e manutenção dos recursos hídricos.

- Seleção de espécies: Selecionar espécies florestais de valor econômico e ecológico, oleaginosas, frutíferas, produtoras de sementes que possam gerar renda nessas áreas para os agricultores inibindo futuros cortes, principio do desenvolvimento sustentável.

- Envolvimento da sociedade: Envolver no processo comunidades rurais e urbanas, instituições locais,

- Preparo de áreas, plantio e manutenção: áreas públicas - preparo pelos servidores municipais; áreas particulares - pelos respectivos proprietários rurais.

 

6.      RECUPERAÇÃO DO RIO TAILÂNDIA

O Rio Tailândia, afluente que esta localizado dentro do perímetro urbano, sofreu varias interferências antrópicas devido ao desenvolvimento do município de Tailândia as suas margens, atualmente é de interesse de gestores municipais e comunidade em geral sua recuperação, a partir deste está sendo desenvolvido um projeto de recuperação do Rio Tailândia pelo Museu Emilio Goeldi, onde posteriormente serão implantadas as ações de recuperação.

Objetivo: Recuperar o rio Tailândia que visualmente apresenta aspectos de degradação, assoreamento e com suas matas ciliares totalmente devastadas, revitalizando um rio que já foi o balneário e cartão postal do município.

Operações a realizar:  

  • Dragagem do leito do rio: Realização de estudo ambiental por órgão competente certificando a viabilidade e necessidade da obra, evitando maiores impactos ao rio Tailândia;
  • Recuperação das nascentes: Ação importante para a revitalização do fluxo de água, minimizando risco de cessar a vazão de nascentes, evitando a diminuição do aporte de água ao longo do seu curso;
  • Recuperação da Mata Ciliar (APP):